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A
importância de rever o papel de líder
Quantas vezes você fez uma análise
de sua vida profissional?
Olá!
Começaremos o dia comum a pergunta aparentemente
simples, mas que muitos executivos insistem
em não fazer: Quantas vezes na sua vida
profissional você fez uma auto-análise
do seu papel de líder?
Não falo daquela análise de praxe
que a empresa pede que todos os funcionários
façam, o famoso feedback 360º, que
inclusive eu acho uma ferramenta muito válida,
desde que seja utilizada com o objetivo de melhoria
da equipe e não uma arma de "vingança"
ou canal pra desangustiar a deficiência
de comunicação da empresa.
Aliás, vocês sabiam que 70% dos
problemas internos das empresas são derivados
da má comunicação ou da
falta de comunicação? Bom, mas
isso é uma outra história.
Voltando ao assunto da auto-análise.
Eu falo daquele momento de auto conhecimento,
de você com você mesmo, tão
complicado nos corridos dias de hoje. Para isso
eu te convido a ir a um lugar tranqüilo
levando um papel e uma caneta.Ao chegar nesse
lugar, faça apenas uma pergunta e responda
com sinceridade: Quem sou eu? Nesse momento,
fale sobre o seu papel de pai, de amigo, marido,filho,irmão,entre
outros que temos na vida.
Leve em conta os seus sonhos, projetos de vida,
os seus relacionamentos inter e intrapessoais,
a sua comunicação com os seus
pares no dia-a-dia em casa, no trabalho, no
lazer, entre outros.
Mas por que esse assunto? Ele surgiu porque
durante os treinamentos de que participo,um
desabafo tem sido constante. Muitos líderes,
quando recebem feedbacks dos seus grupos de
trabalho depois de uma dinâmica, se espantam
com o resultado de sua performance. É
como se estivessem ouvindo falar de uma outra
pessoa que eles não conhecem.
Daí, estarrecidos, chegam até
a comentar: Eu não sabia que eu era assim.
Apesar do espanto,o que muitas vezes é
normal para algumas circunstâncias, a
aceitação do feedback é
fundamental para a mudança dos comportamentos
negativos apontados por ele.
Passo a passo de posse do resultado, os primeiros
passos para começar a mudança
destes comportamentos são ouvir e aceitar
este feedback. Depois é necessário
escutar atentamente — e sem justificativas
— os motivos e procurar os porquês
do desempenho, o que nós adultos conseguimos
fazer como ninguém.
De posse desta atitude,procure ponderar o que
está sendo dito como que você reconhece
como seus pontos fortes e suas deficiências
e se prepare para as mudanças.
A mudança, em qualquer situação,
exige persistência, afinal mudarei hábitos
em que acredito e que mantenho durante anos.
Eu costumo fazer uma analogia do feedback recebido,
a uma ida ao cabeleireiro, por exemplo. Quando
você senta na cadeira do cabeleireiro
e ele termina de cortar ou pentear o seu cabelo,
para mostrar o resultado do seu trabalho, ele
coloca o espelho em ângulos que você
normalmente não consegue enxergar (pode
parecer simples, mas a visão que você
tem nesse momento é completamente diferente
daquela a que normalmente está acostumado).
O princípio do feedback é o mesmo,
só que você verá uma "zona
cega". Estas zonas são os comportamentos
desconhecidos por você. Vamos enumerar
alguns: falar alto, ansiedade, ser desorganizado,
irritabilidade excessiva, ser bonzinho, entre
muitos outros que podem variar de acordo com
cada tipo de pessoa.
Mas não se pode negar que esses mesmos
comportamentos são conhecidos pelas outras
pessoas como familiares, amigos, colegas de
trabalho...
Agora que você já sentou e escreveu
quem você é, descobriu que existe
uma zona cega em você e nos membros da
sua equipe, que tal sentar com ele se conversar
sobre os pontos fortes de cada um?
Neste momento, com o auxílio de todos,
você poderá também trocar
sugestões para melhorar o trabalho e
até mesmo a relação com
cada integrante da equipe.
Assim você conseguirá dar o primeiro
passo para tornar sua equipe transparente e
vencedora.
Boa sorte.
Alexandre
Carreiro é empresário e ministra
treinamentos na área de Empreendedorismo
desde 1998.O autor também é sócio
da empresa de treinamento empresarial Carreiro
e Associados. |